Cinco anos após reforma da Previdência no país, Cotia avança na atualização do regime dos servidores

Caso não haja adequação as regras aprovadas, em 2019, pelo congresso nacional, não há como garantir o pagamento de aposentadorias e pensões por muito tempo.

O debate previdenciário, não se limita ao âmbito municipal. Em todo o país, especialistas apontam que o envelhecimento acelerado da população, a redução da taxa de natalidade e a diminuição do número de trabalhadores formais pressionam os sistemas previdenciários, tornando cada vez mais frequentes as discussões sobre ajustes e atualizações nas regras.

A última reforma ampla foi a Emenda Constitucional 103/2019 que alterou a forma e o tempo de contribuição dos trabalhadores brasileiros e consequentemente as regras para aposentadoria por tempo de serviço.

As mudanças não foram apenas para os trabalhadores do setor privado, mas para todos os trabalhadores, incluindo os públicos.
Em Cotia, a adequação deveria ter sido realizada logo após a promulgação da Emenda Constitucional nº 103, de 2019, mas não foi feita.
Em uma medida de responsabilidade, a atualização do regime próprio de previdência dos servidores municipais foi enviada à Câmara de Cotia em fevereiro. O objetivo do projeto é alinhar as regras locais às diretrizes estabelecidas nacionalmente pela reforma, que já se aplicam há mais de cinco anos aos trabalhadores da iniciativa privada (CLT), além de servidores estaduais e federais.

De acordo com o CAGED, Cotia possui 91 mil trabalhadores no regime CLT na iniciativa privada e 4.547 servidores públicos municipais vinculados ao regime próprio de previdência.

As idades mínimas de aposentadoria no regime geral e nos casos em que a previdência própria foi atualizada a Constituição Federal são: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Em Cotia, caso não seja feita a adequação, a sustentabilidade do CotiaPrev pode ser comprometida ao longo do tempo, colocando em risco a capacidade de pagamento de aposentadorias e pensões. Por isso, a atualização das regras passa a ser tratada como uma medida de responsabilidade administrativa e de proteção ao próprio sistema previdenciário.

A proposta prevê a equiparação das idades mínimas de aposentadoria ao regime geral e das regras de transição às normas já aprovadas pelo Congresso Nacional. Também estabelece a preservação integral dos direitos dos servidores que já tenham cumprido todos os requisitos para aposentadoria até a data de entrada em vigor da nova legislação.

Importante destacar que o projeto não aumenta a alíquota de contribuição dos servidores públicos municipais.

A adequação do regime previdenciário de Cotia deixou de ser apenas uma possibilidade administrativa e passou a ser uma necessidade para assegurar o equilíbrio financeiro e atuarial ao sistema, garantindo a segurança para os atuais e futuros aposentados do serviço público municipal.

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