Ação de tipagem sanguínea garante cidadania a assistidos do Pequeno Cotolengo

A ação foi direcionada aos assistidos da instituição e teve como objetivo ampliar o acesso a um direito básico: o conhecimento do próprio tipo sanguíneo — informação essencial em atendimentos de urgência e emergência.

No último domingo (26), a Secretaria das Mulheres, Direitos Humanos e Neurodiversidade de Cotia, em parceria com o Rotary Club Mulheres Empreendedoras, realizou uma ação de saúde voltada à testagem de tipagem sanguínea. A iniciativa aconteceu no Pequeno Cotolengo, paralelamente à quarta edição do projeto Kart Terapia.

A ação foi direcionada aos assistidos da instituição e teve como objetivo ampliar o acesso a um direito básico: o conhecimento do próprio tipo sanguíneo — informação essencial em atendimentos de urgência e emergência.

Segundo a secretária da pasta, Solange Aroeira, a proposta vai além da saúde e reforça a cidadania e a inclusão social.
“Além de garantir um direito básico, a ação também promove pertencimento. É um momento em que os assistidos participam de uma atividade social, se reconhecem como protagonistas e se conectam com o mundo para além do ambiente institucional”, destacou.

A tipagem sanguínea pode ser determinante para a agilidade e segurança em procedimentos médicos, especialmente em situações emergenciais. De acordo com Elizabeth Amália integrante do Rotary Club Mulheres Empreendedoras da Granja Viana, conhecer o próprio tipo sanguíneo pode salvar vidas.
“Em casos de acidentes, por exemplo, a informação agiliza o atendimento e pode fazer toda a diferença. Além disso, quem conhece seu tipo sanguíneo pode se tornar doador e ajudar outras pessoas”, explicou.

O exame é simples, rápido e realizado por meio de punção digital — uma pequena picada no dedo. Com apenas uma gota de sangue e o uso de reagentes específicos, é possível identificar o grupo sanguíneo e o fator Rh em poucos minutos.

Para a terapeuta ocupacional Cristina, do Pequeno Cotolengo, a ação representa um avanço na garantia de direitos dos residentes.
“Muitas pessoas chegam à instituição com histórico de negligência de direitos básicos. A tipagem sanguínea é uma informação fundamental e também uma forma de assegurar cidadania. É essencial garantir que essas pessoas tenham acesso ao que é de direito”, afirmou.

Presente ao evento, o prefeito de Cotia Welington Formiga  manifestou a necessidade de realizar estudos para criação de legislação específica para que a tipagem sanguínea seja incluída como elemento de política pública municipal e desse modo beneficie mais pessoas.

A iniciativa reforça a importância de ações integradas que aliem saúde, inclusão e dignidade, promovendo não apenas o bem-estar físico, mas também o reconhecimento social dos assistidos.

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